Cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exacta do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.
Quem não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre.
Somos sozinhos com tudo o que amamos.
Não é o silêncio quando silenciamos com esse que amamos.
A servidão rebaixa as pessoas a ponto de se fazer amada por elas.
De entre os seres humanos, apenas conhecemos completamente a existência daqueles a quem amamos.
Raramente podemos fazer-nos amar, mas é sempre possível fazer que nos estimem.
Aqueles a quem amamos têm todos os direitos sobre nós, até o de deixarem de nos amar.
Cada um de nós traz no fundo de si um pequeno cemitério daqueles que amou.
Nada nos torna tão amáveis como o julgarmo-nos amados.